CONVIDO VOCÊ A FAZER PARTE DESTE MOVIMENTO MUSICAL!

OS SONS, A MÚSICA E A VIBROACÚSTICA SÃO FERRAMENTAS EFICAZES QUANDO FALAMOS EM DESENVOLVER INTEGRALMENTE O SER HUMANO. A MÚSICA PODE ACESSAR CONTEÚDOS TÃO PROFUNDOS, ONDE, MUITAS VEZES, AS PALAVRAS NÃO ALCANÇAM.

O UNIVERSO MUSICAL É AMPLO E DINÂMICO, TANTO NO CONTEXTO EDUCATIVO, NO ENSINO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS POR EXEMPLO, OU AINDA COMO INTERVENÇÃO TERAPÊUTICA, COM A MUSICOTERAPIA RECEPTIVA OU INTERATIVA.

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29 de novembro de 2015


O Frame Drum era tocado por mulheres em rituais sagrados ainda na Grécia Antiga, conectando a natureza humana e espiritual. A musicóloga e percussionista Layne Redmond, resgatou a memória histórica, cultural e terapêutica desse tambor em anos de pesquisas ao redor do mundo.
Hoje há um número crescente de curiosos pelo universo sonoro do frame drum. Em alguns países, os tocadores agregam aos toques e articulações, contornos vocais, melodias regionais e efeitos sonoros, desenhando singulares estéticas musicais.

As aulas são prática, teórica e contextual, seja coletiva ou individual no espaço da A Casa da Música.

9 de agosto de 2009

Bebês, crianças e jovens em condições neurodiversas

Um trabalho através de estímulos deve começar o quanto antes.
Pesquisas comprovam que a música é acessada pelo cérebro de forma única, sináptica e incluindo a emoção.
Em anos de trabalho com crianças neurodivergentes, constatei que através de um trabalho contínuo é evidente o aumento no desenvolvimento cognitivo, físico e psicossocial, e, na maioria dos casos, houve uma considerável redução dos medicamentos.
Um dos ganhos mais interessantes é o aumento da concentração e do compartilhamento da atenção  através da música e de histórias sonoras. Essa ponte até o mundo da criança é a porta de entrada de aspectos sensibilizatórios, despertando respostas mais expressivas e elaboradas.

AS AULAS

Bebês, crianças e adolescentes que experienciam o momento musical expressivo em grupo, podem se perceber individual e socialmente a partir da interação.
A adaptação de um aluno com desafios especiais deve ser feita de maneira cuidadosa e ao mesmo tempo, acordando o grupo para a necessidade de acolhermos o novo integrante e as suas demandas.
Em todos os casos, percebi uma grande melhora na energia coletiva do grupo, passando ele a tornar-se mais homogênio e tranquilo após a chegada da criança em condições neurodiversas.
É uma troca! E sabendo aproveita-la da melhor maneira, torna-se rica para todos!
É a prática de inclusão e de conscientização social e individual que faz da criança de hoje, um adulto mais aprimorado e respeitoso no futuro.

A pessoa que traz desafios especiais, com ou sem diagnósticos, necessita de atenção especializada. Há casos em que o melhor a fazer é iniciar o trabalho de musicalização individualmente antes de sua inclusão em um grupo. Isso pode durar um mês ou vários meses, a depender do caso. Esse momento individual tem como objetivo principal buscar "pontes" de comunicação, interesse (concentração) e de outros aspectos estimulantes. Além disso, entender quais demandas de suporte o aluno traz, auxiliará no trabalho adaptativo físico, cognitivo ou psicossocial. Um acolhimento, conjugado com adaptação de apoios, gera o aumento da segurança emocional. É um processo fundamental e considerado pré-requisito para a posterior integração em um grupo.
A ansiedade familiar de que a inclusão no grupo aconteça de imediato, às vezes acaba prejudicando o processo de "chegada" dessa criança. Há duas fases de adaptação da criança em condições neurodiversas:
A primeira, é a adaptação dela no ambiente novo, desconhecido, com adultos e crianças que não conhece. É aí que entra a fase de trabalho individual, de onde surgirá a confiança no educador, no espaço e no trabalho. É a oportunidade de se estabelecer a dialética, o contato mais próximo e afetivo.
A segunda fase é a adaptação do grupo no qual a criança será inserida. Momento em que será trabalhada a integração de todo o grupo nos seus aspectos mais sutis, de respeito às diferenças, de musicalidade, de troca e de amor.
Precisamos fortalecer a primeira etapa - individual, para que a segunda seja elaborada com sucesso!